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Estratégia10 min de leitura·10 de junho de 2026

Como se preparar para julho de 2026: checklist para pessoa física e jurídica

Faltam semanas para a DeCripto entrar em vigor. Use este checklist prático para organizar suas operações, exchanges e carteiras antes do prazo.

O que você vai aprender
  • Lista de documentos e acessos a organizar
  • Como exportar histórico de cada exchange
  • O que fazer se você nunca declarou cripto antes

Faltam semanas para a DeCripto entrar em vigor. Quem chegar em julho de 2026 sem histórico organizado vai precisar reconstruir meses (às vezes anos) de operações manualmente — uma tarefa que consome dezenas de horas e tem alta chance de erro. Este checklist foi montado para você resolver isso em etapas claras, divididas entre pessoa física e pessoa jurídica.

Etapa 1 — Inventário de exchanges e carteiras

Antes de tudo, liste toda plataforma que você já usou para operar cripto. Inclua as que você parou de usar — operações antigas continuam valendo para fins de custo de aquisição e apuração de ganho futuro.

  • Exchanges brasileiras: Binance BR, Mercado Bitcoin, Coinbase BR, Novadax, etc.
  • Exchanges internacionais: Binance global, Coinbase, Kraken, Bitstamp, Bybit, etc.
  • Carteiras self-custody: MetaMask, Trust Wallet, Phantom, Ledger, Trezor.
  • Carteiras de exchanges descentralizadas: Uniswap, PancakeSwap, 1inch.
  • Protocols DeFi onde você já fez swap, stake ou farming: Compound, Aave, Curve.
Dica prática: crie uma planilha com quatro colunas — plataforma, período de uso, tipo de acesso (e-mail/CNPJ/seed) e URL de exportação de histórico. Vai economizar horas depois.

Etapa 2 — Exportação de históricos

Cada exchange tem um caminho diferente para exportar o histórico. Veja os mais comuns:

ExchangeOnde exportarFormato ideal
BinanceOrder → Order History → DownloadCSV completo
CoinbaseProfile → Statements → Transaction historyCSV com todos os anos
Mercado BitcoinExtrato → Movimentação → ExportarCSV ou XLSX
MetaMaskSettings → Advanced → Export state OR usar API Etherscan/BSCScanJSON / CSV

Para carteiras self-custody, o caminho mais confiável é consultar o explorador da blockchain (Etherscan, BSCScan, Tronscan) pelo endereço público da sua carteira. O histórico fica lá, público, e pode ser exportado em CSV.

Etapa 3 — Reconciliação de custo

Para cada criptoativo que você ainda detém, calcule o custo médio ponderado de aquisição. Some todos os valores comprados (em reais, pela PTAX do dia) e divida pela quantidade total adquirida. Esse número é a sua base de custo — usada para apurar ganho de capital quando você vender.

Operações antigas, anteriores a 2019 (quando o Dutr foi instituído), continuam válidas para compor o custo. Se você não tem mais o histórico, tente reconstruir via extratos bancários ou e-mails de compra.

Etapa 4 — Pessoa física: organize o IR existente

Se você já declarava cripto no IR anual (programa IRPF), certifique-se de que o saldo declarado bate com o saldo real nas exchanges e carteiras. Discrepâncias grandes chamam atenção do malha fina.

  • Saldo em 31/12 do ano anterior deve constar na ficha "Bens e Direitos" como código 81 (cripto fora de exchange) ou 83 (cripto em exchange brasileira).
  • Operações abaixo de R$ 35.000 no mês continuam isentas de imposto, mas precisam ser reportadas na DeCripto.
  • Ganhos de capital acima da isenção mensal devem ser apurados no GCAP e pagos via DARF até o último dia útil do mês seguinte.

Etapa 5 — Pessoa jurídica: definição de regime

Empresas que operam cripto precisam definir em qual regime o resultado será tributado. As opções são:

  • Lucro Real: resultado fiscal completo, inclui ganho/perda realizado e não realizado em alguns casos.
  • Lucro Presumido: base de presunção sobre receita, mas ganho de capital em cripto costuma exigir apuração separada.
  • Simples Nacional: anexo depende da atividade — comércio (Anexo I), serviços (Anexo III/V). Cripto como ativo de investimento pode cair em regras específicas.

Se sua empresa é uma holding familiar que só detém cripto, o regime mais comum é Lucro Real com apuração trimestral. Mas isso varia caso a caso — vale a pena consultar um contador.

Etapa 6 — O que fazer se você nunca declarou

Se você opera cripto há anos e nunca declarou nada, o cenário é sério mas tem solução. Os passos recomendados são:

  1. Reconstrua o histórico dos últimos 5 anos (o prazo decadencial da Receita para lançar ofício é de 5 anos).
  2. Faça as retificações dos IRPF anteriores, incluindo o saldo de cripto em "Bens e Direitos".
  3. Apure e pague os DARFs de ganho de capital retroativos, com multa e juros.
  4. Considere fazer uma denúncia espontânea antes de qualquer ação fiscal — ela exclui a multa de ofício (mas não juros nem o imposto).

Em casos de volume alto, vale a pena contratar um advogado tributarista para coordenar a regularização. O custo do profissional costuma ser menor que a multa potencial.

Etapa 7 — Ferramenta de automação

Mesmo com histórico organizado, a tarefa mensal de importar, converter para reais pela PTAX do dia, classificar operações e gerar o arquivo no leiaute da Receita é trabalhosa. É exatamente isso que a ferramenta DeClararDeCripto automatiza — você conecta suas exchanges via API somente leitura, conecta suas carteiras por endereço público, e o sistema prepara o arquivo da DeCripto mensal. Você só revisa e envia pelo seu próprio e-CAC.

A ferramenta está aberta: crie sua conta e teste grátis por 7 dias, sem cartão — você vê seus números antes de decidir qualquer coisa.

DDC
Equipe DeclararDeCripto
Equipe editorial da DeClararDeCripto · atualizado em 10 de junho de 2026

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