Exchanges vs. self-custody: o que muda nos teus registos
A tua cold wallet não te manda extrato. Isso é liberdade — e faz com que o registo passe a ser teu.

- Mover entre as tuas próprias carteiras não é venda
- Porque é que com self-custody o contabilista és TU
- O que uma ferramenta consegue ler sem tocar nas tuas chaves
Cripto vendida depois de mantida mais de 365 dias fica isenta de IRS — mas a operação continua obrigatória de declarar, no Anexo G1. Vendida antes dos 365 dias, paga taxa especial de 28% no Anexo G.
Declaração relevante: Anexo G / Anexo G1.
Transferir para ti próprio não é alienar
Enviar BTC de uma exchange para a tua própria carteira de hardware normalmente não é um facto tributável — continuas dono do mesmo ativo. O que muda é o teu rasto: a moeda sai dos registos da exchange e aterra num sítio de que só tu podes dar conta.
O erro clássico é deixar que uma transferência entre carteiras tuas seja contada como venda. Isso inventa uma mais-valia que nunca existiu, e pagas por uma ficção.
Sem extrato, sem rede de segurança
Uma exchange guarda-te o histórico. Uma cold wallet não guarda nada além da própria cadeia. Se usas self-custody, reconstruir anos depois significa ler a blockchain e lembrar-te para que servia cada endereço.
É por isso que vale a pena construir os registos à medida que acontecem, e não na semana antes do prazo.
Só de leitura chega
Para uma exchange, uma API key só de leitura — sem permissão de levantamento — é tudo o que é preciso para importar o histórico. Para uma carteira self-custody, basta o endereço público: tudo o que é necessário já é público na cadeia.
Qualquer coisa que peça uma seed phrase ou uma chave privada para 'calcular os teus impostos' está a pedir algo que nenhum cálculo precisa. Não há exceção a isto.



